Um jogo na Arena MRV termina por volta das 23h. Às 7h da manhã seguinte, a rua em volta do estádio está limpa. O que acontece nesse intervalo é o trabalho que ninguém vê, e é o que separa uma operação de limpeza de um mutirão.

Antes do primeiro torcedor entrar, a equipe já passou pelas arquibancadas, banheiros, corredores e camarotes. Coletores são posicionados nos pontos de maior fluxo, porque lixeira longe é lixo no chão. Cada frente tem encarregado, e cada encarregado sabe o setor que responde.
Com o estádio cheio, a limpeza vira ronda contínua: banheiros reabastecidos e higienizados em ciclo, corredores liberados, derramamento atendido na hora. O torcedor não pode perceber que existe uma equipe trabalhando. Quando ele percebe, é porque algo falhou.
Quando o último torcedor sai, começa a parte pesada. Arquibancada inteira, setor por setor, mais banheiros, acessos e áreas técnicas. Nossas fotos de operação marcam hora e local: equipe em campo às 00h35, com o estádio vazio e o serviço no meio.
Estádio não termina na catraca. O entorno recebe o resíduo de quem comeu, bebeu e esperou na fila, e é o que o vizinho vê no dia seguinte. Por isso a operação segue rua afora. Às 07h09 da manhã seguinte, calçada e via limpas, registradas com foto, horário e localização.
Se a operação aguenta 46 mil pessoas em uma noite, ela aguenta o seu prédio, a sua loja ou a sua fábrica. O método é o mesmo em qualquer escala: equipe dimensionada para o uso real, rotina definida por área, supervisão presente e prova em foto. Muda o tamanho, não o rigor.
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Como ajudamos o Mineirão a ser avaliado o estádio mais limpo da Copa do Mundo no Brasil.